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Informativo do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul

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Sindicato dos Músicos recebe  PRÊMIO MÉRITO SINDICAL

Em 31 de Janeiro de 1920, na galeria do Café Colombo, fundaram o centro musical Porto-Alegrense. Vamos lembrar alguns fundadores deste que foi o marco da organização do músico do Rio Grande do Sul; Leonardo Truda, Flávio Corrêa, Augusto Belletti, Ricardo Daló, Antonio Corte Real e tantos outros.
A partir desse evento, os músicos passaram a gozar de melhor conceito. Esse foi o início de tudo. Mas o músico continuou lutando por um melhor espaço. E em 5 de dezembro de 1941, recebeu a carta Sindical com Sindicato dos Músicos Profissionais de Porto Alegre. E em 21 de agosto de 1985, recebeu a autorização para estender sua base territorial para todo o estado, passando a denominação de Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul. Foi uma vitória, uma conquista da categoria.
Hoje, nossa atual Diretoria e Músicos deste estado agradecem sensibilizados ao digníssimo vereador Raul Carrion pela iniciativa de agraciar nosso sindicato que em 31 de janeiro do corrente ano, completou 85 anos de existência.

Acima: O presidente Adair Batista Antunes do Sindicato dos Músicos recebendo o Prêmio Mérito Sindical, em 28 de abril de 2005.

Sindicato dos Músicos do RS se filia à CGTB

O presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimusirs), Adair Batista Antunes, formalizou, na última terça-feira (27 de agosto), a filiação de sua entidade à Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.

 Clemente, Adair, Sabóia e Artur

A filiação foi anunciada durante reunião realizada em Porto Alegre com a presença do presidente da CGTB/SP, Paulo Sabóia, do presidente do Sindicato dos Músicos de Araraquara, Manoel Clemente, e Artur Luiz França, presidente da Fitedeca (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Difusão Cultural e Artística do RS e SC).

Adair afirmou que a sua categoria estava ansiosa para fazer parte de uma central “onde o sindicato não fosse apenas mais um filiado para aumentar o número, mas uma central que levasse os anseios das categorias, que desse um impulso na luta da classe trabalhadora. Esta central é a CGTB”.

“A filiação do Sindimusirs à CGTB é um ganho extraordinário para a nossa entidade, que fortalecerá ainda mais a nossa categoria que já conta com a luta de diversos sindicatos deste setor no país inteiro. É também um grande passo para que outros companheiros do Sul do país ingressem em nossas fileiras”, afirmou Manoel Clemente.

O presidente da Fitedeca disse que a aproximação com a CGTB veio em uma boa hora e que a filiação da Sindimusirs estimulará outros filiados à entidade na região Sul. A Fitedeca representa 19 sindicatos nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Adair, que integra o conselho da TVE do RS, também falou sobre alguns problemas que permeiam o setor cultural. Um deles é a falta de integração das culturas regionais do país mesmo diante da evolução dos meios de comunicação. “Uma coisa que me preocupa é a distância entre as produções musicais do país. A música do Nordeste é pouco conhecida no Sul da mesma forma que a do Sul é pouco conhecida no país. Precisamos de um instrumento que faça essa aproximação, a exemplo do que ocorreu com a rádio nacional, quando o Pedro Raimundo, do Rio Grande do Sul, era ouvido no país inteiro, como nós escutávamos aqui o Adoniram Barbosa, de SP, Caymmi, etc. Era uma integração que hoje pode ser cumprida pela TV Brasil”.   

Artur Luiz França destacou a importância do projeto de lei aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República que torna obrigatório o ensino de música nas escolas. Segundo Artur, este projeto será um grande estímulo para a nossa juventude e um avanço para a sua categoria.

 

     Sabóia, Adair, Dona Maria Aparecida, Dona Shirley Peralta, ambas funcionárias da Fitedeca, e Clemente

“Nós vemos esta iniciativa com muito bons olhos. O presidente sancionou uma lei que era um grande anseio da comunidade musical. Nós vivemos num país onde muitos interesses procuram secundarizar a cultura, a música. E agora as coisas estão mudando, eu acho que esta lei ajudará o país a evoluir em muitos aspectos, sendo inclusive um instrumento de combate à violência, contra a evasão escolar e pelo aumento da cultura do povo”, disse Adair.

  





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